Após falar em 'domínio das Américas', secretário de Estado de Trump anuncia viagem pela América Latina
04/09/2026
(Foto: Reprodução) Marco Rubio faz discurso de abertura durante um evento intitulado "Ministerial sobre o ressurgimento do terrorismo político" no Departamento de Estado dos EUA em 16 de julho de 2026, em Washington
BRENDAN SMIALOWSKI / AFP
O secretário de Estado, Marco Rubio, fará uma viagem na semana que vem pela América Latina como parte do projeto do governo de Donald Trump de ampliar seu "domínio das Américas".
Segundo o Departamento de Estado dos EUA, que anunciou uma viagem, Rubio visitará à Colômbia, ao Peru e ao Equador, todos países com governos alinhados a Trump. A viagem ocorrerá entre os dias 8 e 10 de setembro, disse o departamento.
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Em nota, o Departamento de Estado afirmou que Rubio buscará "fortalecer alianças importantes dos Estados Unidos na região".
O comunicado afirma que o secretário de Estado se reunirá com o presidente equatoriano, Daniel Noboa, e com membros dos novos governos da Colômbia, liderado por Abelardo de la Espriella, e do Peru, da nova presidente Keiko Fujimori.
"(A viagem ocorrerá) para discutir o apoio dos EUA à resposta da Colômbia ao terremoto, o reforço da cooperação no combate conjunto ao narcoterrorismo — que ameaça o nosso hemisfério — e os benefícios de relações comerciais mais estreitas entre os nossos países", afirmou o porta-voz do departamento, Tommy Piggott, no comunicado.
O anúncio vem após o Departamento de Estado dos Estados Unidos reivindicar o "domínio" dos EUA sobre as Américas e tentar resgatar a chamada Doutrina Monroe, a estratégia utilizada por governos norte-americanos durante cerca de 200 anos para exercer poder e influência na América Latina.
Em um vídeo divulgado no início de agosto (veja abaixo), o departamento afirma que o domínio do país em toda a América "nunca mais será questionado".
EUA publicam vídeo sobre doutrina e falam em domínio sobre as Américas
O Departamento de Estado citou ainda, no vídeo, a operação que capturou o ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro, em 3 de janeiro deste ano, como o exemplo mais recente da aplicação da doutrina norte-americana no continente.
E disse que o episódio enviou um "forte sinal a todo o hemisfério".
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