EUA fazem novo bombardeio ao Irã e Trump ameaça: 'Se retaliarem, eles serão alvejados com mais força'
01/09/2026
(Foto: Reprodução) Barcos no Estreito de Ormuz, vistos de Musandam, em Omã
REUTERS/Stringer
Os Estados Unidos realizaram nesta terça-feira (1º) um novo bombardeio contra o Irã, informou o Exército norte-americano, após supostas tentativas de ataques a navios no Estreito de Ormuz.
Ao mesmo tempo, o presidente Donald Trump ameaçou novamente Teerã: "Se a nação fracassada do Irã retaliar este ataque plenamente justificado, sofrerá novos golpes com intensidade e força muito maiores".
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"Hoje, às 13h (horário de Brasília), as forças americanas começaram a atacar alvos do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC) no Irã. Os ataques ocorrem após recentes tentativas do IRGC de atacar navios comerciais no Estreito de Ormuz e militares americanos enviados para a região", afirmou o Comando Central do Exército dos EUA em comunicado.
Segundo Trump, os ataques ocorrem devido à tentativa da Guarda Revolucionária do Irã de colocar minas navais em Ormuz.
"Se a nação fracassada do Irã retaliar este ataque plenamente justificado, sofrerá novos golpes com intensidade e força muito maiores; contudo, esse não será o maior de todos os ataques — há outro sendo preparado e, quando ele terminar, restará muito pouco da República Islâmica do Irã!", ameaçou o republicano.
À rede de TV Fox News, Trump disse ter dado "várias chances" ao Irã de assinar um acordo, mas que "um acordo com eles não vale o papel em que ele está escrito".
O ataque é o 2º a ser realizado pelos EUA na guerra no Oriente Médio desde uma breve pausa nas agressões que durou cerca de um mês entre julho e agosto. A nova salva de bombardeios norte-americanos não havia terminado até a última atualização desta reportagem.
Explosões foram registradas na ilha de Qeshm e nas cidades portuárias de Bandar Abbas e Sirik, informou a mídia estatal iraniana. Essas localidades, no Golfo Pérsico, são estratégicas para a defesa do Estreito de Ormuz. Segundo a TV estatal do país, o aeroporto de Jiroft, no sudeste, também foi alvo de mísseis.
Segundo agência semioficial iraniana Fars, um porta-voz da Guarda Revolucionária do país declarou que "os EUA vão se arrepender desses novos ataques".
Agora no g1
O bombardeio ocorre no dia seguinte após Trump ter prometido atacar o Irã "com força" para retaliar uma salva de mísseis lançados contra bases militares dos norte-americanas na Jordânia. Esse ataque, por sua vez, foi em resposta a uma agressão dos EUA contra a ilha iraniana de Larak, em Ormuz, no domingo.
O Irã não havia se pronunciado de forma oficial após o ataque até a última atualização desta reportagem. Teerã, no entanto, prometeu retaliar de forma "dezenas de vezes maior" a qualquer novo ataque dos EUA, segundo afirmou nesta semana uma autoridade iraniana de alto escalão à agência de notícias Reuters.
Petroleiros atacados em Ormuz
Dois superpetroleiros que transportavam petróleo saudita foram atingidos na noite de segunda-feira por projéteis de origem desconhecida com poucos minutos de diferença enquanto navegavam para fora do Estreito de Ormuz, afirmaram nesta terça as empresas de inteligência e rastreamento marítimo Marisks e Kpler.
Os dois petroleiros carregaram, cada um, 2 milhões de barris de petróleo bruto saudita no terminal de Juaymah na semana passada, segundo dados da Kpler. A estatal saudita de petróleo Saudi Aramco retomou os carregamentos e as vendas de petróleo de dentro do estreito em agosto.
“Os incidentes quase simultâneos representam uma nova escalada no ambiente de ameaças dentro do corredor de Omã”, afirmou a Marisks.
O Irã, que realiza um bloqueio ao petróleo saudita no Mar Vermelho desde julho por meio do grupo rebelde Houthis, não havia se pronunciado sobre o incidente até a última atualização desta reportagem.
Negociações
A nova onda de ações militares joga uma pá de cal nas nagociações que pareciam estar evoluindo nos últimos dias:
O Irã disse ainda estar disposto a chegar a um acordo para finalizar o conflito e que voltaria a respeitar "imediatamente" os termos do acordo de paz preliminar assinado com os EUA caso Washington também o fizesse.
Já Trump afirmou que os iranianos "querem muito" se encontrar para negociar um novo acordo para terminar a guerra, porém disse não saber se é possível confiar em Teerã.