Funeral do rei Harald na Noruega reúne multidão e famílias reais europeias; FOTOS
09/09/2026
(Foto: Reprodução) Caixão do rei Harald V sendo levado em procissão fúnebre em Oslo, na Noruega, em 9 de novembro de 2026.
REUTERS/Claudia Greco
O rei Harald V da Noruega será sepultado nesta quarta-feira (9) em um funeral público com pompas reais que encerra uma série de cerimônias que marcaram sua despedida.
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Harald, um reformista que passou mais de três décadas no trono depois de gradualmente sair da sombra de seu popular e carismático pai, morreu aos 89 anos no final de agosto, em um momento de múltiplas crises para a família real norueguesa. Desde sua morte, seguiram-se 13 dias de luto nacional.
O caixão de Harald foi levado do palácio real até a Catedral de Oslo, onde foi celebrada uma cerimônia religiosa que terminou por volta das 9h no horário de Brasília. Depois, seu caixão foi levado em procissão até o local de sepultamento.
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Harald era muito querido, e milhares de pessoas compareceram para prestar suas homenagens. Entre os convidados estão membros de famílias reais e autoridades de Estado estrangeiras:
Príncipe William e princesa Anne, do Reino Unido;
Rei Felipe, a rainha Letizia e a rainha Sofia, da Espanha;
Rei Carl Gustaf e rainha Silvia, da Suécia, além de príncipes e cônjuges;
Rei Frederik e a rainha Mary, da Dinamarca;
Rei Philippe e rainha Mathilde, da Bélgica;
Rei Willem-Alexander e rainha Máxima, da Holanda, além das princesas Amalia e Beatrix;
Príncipe herdeiro Akishino e a princesa herdeira Kiko, do Japão;
Rei Abdullah II e rainha Rania, da Jordânia;
Realezas de Mônaco, Liechtenstein, Luxemburgo e Grécia.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, também esteve presente. Ele aproveitou o evento para se reunir na terça com o premiê norueguês para discutir a guerra contra a Rússia.
Os Estados Unidos foram representados por Allison Hooker, subsecretária de Estado para Assuntos Políticos, segundo a imprensa norueguesa.
Veja fotos do funeral abaixo:
Membros da Guarda real norueguesa fardados com uniforme preto em frente a palácio real e, ao fundo, flores e homenagens para o funeral do rei Harald em Oslo, na Noruega, em 9 de novembro de 2026.
REUTERS/Claudia Greco
Membros da Guarda real norueguesa fardados com uniforme preto em formação em frente a palácio real antes do funeral do rei Harald em Oslo, na Noruega, em 9 de novembro de 2026.
NTB/Haakon Mosvold Larsen via REUTERS
Membros do Exército norueguês fardados com uniforme preto andam em formação no funeral do rei Harald em Oslo, na Noruega, em 9 de novembro de 2026.
REUTERS/Leonhard Foeger
A nova rainha participará?
A rainha Mette-Marit, de 53 anos, deverá comparecer, mas viajará de carro com a viúva de Harald, a rainha Sonja, de 89 anos, que continua se recuperando de um transplante de pulmão realizado em junho.
Na semana passada, Mette-Marit teve de cancelar os planos de participar da cerimônia de juramento de seu marido, o rei Haakon VIII, no Parlamento, devido a complicações após a cirurgia.
Seu filho, Marius Borg Hoiby, fruto de um relacionamento anterior ao casamento dela com Haakon, também compareceu ao funeral, apesar de estar em prisão domiciliar e usando uma tornozeleira eletrônica após sua condenação por estupro e violência doméstica —ele recorreu da sentença.
Hoiby recebeu uma autorização especial para ir à cerimônia. Ele foi um dos carregadores do caixão durante a transferência do corpo de Harald para a capela real, o que gerou críticas em alguns setores na Noruega e no exterior.
Após a cerimônia desta quarta-feira, uma procissão menor acompanhará o caixão até a cripta real na Fortaleza de Akershus, de onde se avista o porto de Oslo. Ali, o caixão de Harald será colocado em um sarcófago, ao lado dos caixões de seus pais.
Quando Haakon sair da cripta, o período de luto nacional terminará oficialmente, e as bandeiras que estão hasteadas a meio-mastro desde a morte de Harald voltarão ao topo. Sinos de igrejas de todo o país tocarão durante uma hora.
Harald V: um rei popular
A polícia norueguesa afirmou que a segurança do funeral será a maior operação planejada da história da corporação, com grandes multidões esperadas no centro de Oslo. Crianças em idade escolar poderão faltar às aulas para acompanhar o funeral.
"Ele significava muito para mim, para minha família e para todo o país, como uma instituição que nos faz respeitar outras minorias, as pessoas que sofrem e as pessoas que precisam de cuidados", disse Elisabeth Kallevik Nesheim, de 66 anos, vestida de preto e usando um véu funerário sobre os olhos.
"Então, nós realmente amávamos nossa família real", disse ela, acrescentando que havia viajado do litoral oeste da Noruega para a ocasião.
Centenas de milhares de noruegueses já prestaram homenagem a Harald, deixando flores, velas e bandeiras do lado de fora do Palácio Real ou passando diante de seu caixão na capela real.
Muitos enlutados elogiaram a postura inclusiva de Harald, enquanto Haakon o descreveu como "um pai maravilhoso" em seu primeiro discurso à nação como soberano.
Apesar dos problemas recentes, a monarquia continua amplamente popular: 72% dos noruegueses são favoráveis à sua manutenção, enquanto 20% preferem uma república ou outra forma de governo, segundo uma pesquisa da Norstat para a emissora NRK publicada em 1º de setembro — a primeira pesquisa realizada desde a morte de Harald.