Juíza dos EUA mantém ordem de Trump que restringe cidadania por nascimento em vigor

  • 28/08/2026
(Foto: Reprodução)
Trump assina decreto para banir 'turismo de nascimento' nos EUA Uma juíza federal recusou-se a bloquear a implementação, pelo governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de uma nova ordem executiva que limita o número de pessoas elegíveis para a cidadania por nascimento. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Entenda o que muda para famílias brasileiras com a nova norma Deborah Boardman, do tribunal de Maryland, rejeitou um pedido de liminar apresentado por defensores dos direitos dos imigrantes. Ela afirmou que, como o processo sequer mencionava a ordem executiva de Trump para 2026, não podia impedir sua implementação neste momento. No entanto, permitiu que os demandantes complementassem sua queixa e prometeu estabelecer um cronograma rápido para que eles contestassem novamente a ordem. No ano passado, a mesma magistrada havia decidido a favor do grupo, impedindo o governo Trump de implementar sua ordem executiva inicial de 2025, que restringia a cidadania por nascimento. Os decretos de Trump Trump assinou duas ordens executivas sobre o tema no dia 6 de agosto. O primeiro trata de casos de "turismo de nascimento" -- quando estrangeiros viajam aos EUA para que seus filhos nasçam no país e obtenham a cidadania americana. Já o segundo impede o reconhecimento da cidadania americana de crianças nascidas nos EUA que sejam filhas de integrantes de missões diplomáticas. A proposta ainda pode ser estendida, no futuro, a territórios americanos como Porto Rico, caso o Congresso concorde em alterar as regras atuais. ➡️ O decreto argumenta que a prática de viajar ao país apenas para garantir cidadania automática aos recém-nascidos é uma exploração indevida do sistema de imigração e uma ameaça à segurança nacional. Presidente dos EUA, Donald Trump, fala com jornalistas em Paris, em 17 de junho de 2026. Reuters/Evelyn Hockstein As medidas representam uma nova tentativa de Trump de limitar a cidadania por nascimento no país. Em junho, a Suprema Corte derrubou um decreto mais amplo assinado pelo presidente no dia de sua posse, que buscava retirar a cidadania automática de filhos de imigrantes nascidos em território americano. No dia 6, ao assinar as medidas, o republicano afirmou que elas representavam uma resposta ao julgamento da corte constitucional , que ele classificou como "muito infeliz". "Pessoas ricas estão construindo negócios em torno da cidadania por nascimento. Não era assim que deveria funcionar. [...] Estão comprando seu caminho para entrar, e não vamos permitir que isso aconteça", justificou o presidente. O governo Trump alega que a decisão da Corte manteve espaço para restringir a cidadania em situações específicas já reconhecidas pela legislação e pela jurisprudência americana. Com isso, o decreto se aplicaria apenas a futuros nascimentos ligados a quatro categorias. Essas categorias são: Filhos de mulheres que entrarem nos EUA exclusivamente para dar à luz: o alvo é o "turismo de nascimento". O decreto também pretende restringir o uso de barrigas de aluguel para esse fim. Filhos de integrantes de missões diplomáticas estrangeiras: a medida ampliaria as restrições hoje aplicadas a familiares de embaixadores para outros funcionários de outras nacionalidades que atuam nos EUA. Filhos de pessoas classificadas pelo governo como "inimigos estrangeiros": a categoria incluiria integrantes de grupos considerados terroristas pelo governo americano. Nascidos em territórios dos EUA, como Porto Rico: a mudança só entraria em vigor caso o Congresso altere a legislação que garante cidadania automática nesses locais. Um projeto de lei com esse objetivo foi apresentado no mês passado, mas não há expectativa de que seja aprovado, segundo o site americano Axios. O governo também determina que os departamentos de Estado e de Segurança Interna criem novas regras e orientações para coibir o turismo de nascimento dentro e fora dos Estados Unidos. As exceções para a nova norma são limitadas e podem ser aplicadas apenas em casos de interesse nacional ou por razões humanitárias específicas. Na audiência desta sexta, a juíza expressou ceticismo e questionou onde na decisão da Suprema Corte "há alguma referência a uma exceção para a cidadania por nascimento em casos de turismo de parto?". Nenhuma lei dos EUA proíbe explicitamente o turismo de nascimento, mas um regulamento federal implementado em 2020, durante o primeiro mandato de Trump, proíbe o uso de vistos temporários de turismo e negócios quando o objetivo principal é obter a cidadania norte-americana para um recém-nascido. Pessoas que participam de esquemas de turismo de nascimento podem ser processadas por fraude ou outros crimes relacionados. Além disso, agentes de imigração podem barrar a entrada de gestantes caso concluam que a viagem tem essa finalidade. LEIA TAMBÉM ICE amplia combate ao 'turismo de nascimento' e mira possíveis fraudes Em meio à tensão com EUA, Lula diz a aliados que pode falar com Donald Trump; data ainda não está definida Quebra de protocolo faz helicóptero de Trump passar a pouco mais de 1 km de avião comercial, diz jornal

FONTE: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/08/28/juiza-dos-eua-mantem-ordem-de-trump-que-restringe-cidadania-por-nascimento-em-vigor.ghtml


#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Peça Sua Música

Top 5

top1
1. Lembrar De Nós Assim

Banda Raneychas

top2
2. DOIDO DOIDO

Guilherme Silva

top3
3. SÓ LIGUEI PRA DIZER QUE TE AMO

ALINE SILVA

top4
4. Por Tua Causa

Rasta Chinela

top5
5. Ô Garçom

Klessinha

Anunciantes