Líder supremo do Irã proíbe atos que 'prejudiquem a coesão social'
28/08/2026
(Foto: Reprodução) Pessoas caminham pelas ruas de Teerã e passam por banner com imagem do aiatolá Mojtaba Khamenei.
AFP
O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou nesta sexta-feira (28) em um comunicado escrito ter proibido as pessoas de “cometer qualquer ato que prejudique a coesão social”.
Khamenei também instou as autoridades de seu país a evitarem “declarações desanimadoras que enfraqueçam a motivação nacional e pública” no comunicado.
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"Eu declaro categoricamente que a prática de qualquer ato que prejudique a coesão social é proibida", afirmou Khamenei em uma mensagem em suas redes sociais.
Em um comunicado atribuído a Khamenei e divulgado pela imprensa estatal iraniana, o líder supremo aconselha a autoridades evitarem destacar "fraquezas, deficiências e falhas".
"Às vezes, expressar honestamente as próprias fraquezas quando o inimigo precisa de moral é de grande ajuda para ele e pode até mesmo preocupar os corações de amigos e companheiros, fazendo-os vacilar e se confundir", diz a mensagem.
O líder supremo, que não aparece em público desde o início da guerra entre EUA e Irã no Oriente Médio, não especificou que atos passam a ficar proibidos a partir de agora.
👉 Mas, até o início da guerra, iranianos estavam tomando as ruas em protestos cada vez mais numerosos contra o regime dos aiatolás. Inicialmente, os manifestantes se queixavam a má situação econômica que o Irã já vinha enfrentando antes do conflito com os EUA.
Mojtaba Khamenei assumiu o posto de líder supremo — uma espécie de guia espiritual do Irã mas também com grande força política no regime dos aiatolás — após seu pai, o aiatolá Ali Khamenei, morrer em um ataque de Israel no conflito.
No comunicado, ele também fez menção aos seis meses da guerra contra os Estados Unidos do Oriente Médio.
"O querido povo do Irã, que revelou seu verdadeiro valor nos últimos seis meses em diversas manifestações de Jihad contra o inimigo, sua presença nos campos de batalha, sua solidariedade, empatia e companheirismo, merece e deve sentir o apoio das forças e instituições responsáveis da República Islâmica no caminho para alcançar o nível desejado deste sistema sagrado e a elevada dignidade da nação enviada", escreveu.
Conflito
Irã diz ter chegado a um acordo com Omã sobre o controle do Estreito de Ormuz
A mensagem ocorre, também, em um novo momento de tensão entre Irã e Estados Unidos.
Teerã vem tentando costurar acordos paralelos com vizinhos do Golfo Pérsico para liberar o Estreito de Ormuz, sem a participaçao dos Estados Unidos.
As negociações de paz entre os dois países chegaram também a um novo impasse. O prazo de 60 dias estabelecido em um memorando de entendimento assinado pelas duas partes em junho para que chegassem a um acordo de paz definitivo expirou, e não há perspectivas de que o diálogo seja retomado.
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